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IA no Código: o novo papel do desenvolvedor


IA no Código: o novo papel do desenvolvedor

Pordécadas, programar foi um ato de paciência e disciplina. Linhas e mais linhasde código escritas manualmente, testes repetidos até a exaustão, refatoraçõescuidadosas para garantir que tudo funcionasse. Era um ofício quase artesanal.Essa imagem, no entanto, está sendo rapidamente substituída por um cenário emque a inteligência artificial não apenas auxilia, mas redefine o próprioprocesso de desenvolvimento de software.

Ferramentascomo GitHub Copilot, Amazon CodeWhisperer e soluções que surgemde gigantes como Google e OpenAI já se tornaram parte da rotina de milhares dedesenvolvedores em todo o mundo. O que começou como experimentos tímidosevoluiu para sistemas capazes de sugerir funções inteiras, prever erros,automatizar testes e até propor melhorias de performance em códigos legados. Oimpacto imediato é a aceleração dos ciclos de entrega. Projetos que antesdemandavam semanas podem ser esboçados em dias.

Essarevolução, contudo, não se resume à produtividade. Ela exige uma mudançacultural profunda. O desenvolvedor deixa de ser apenas executor técnico e passaa assumir um papel de curador, alguém que orienta, avalia e direciona assoluções propostas pela IA. Escrever cada linha deixa de ser a essência dotrabalho. O desafio passa a ser escolher quais problemas merecem atenção, comoestruturar a solução e em que contexto ela se insere. A inteligência artificialnão substitui a humana, mas redefine a fronteira de onde começa e onde terminacada uma.

Essedeslocamento de papel lembra outras transições históricas. O advento dascalculadoras não eliminou a matemática, mas obrigou os profissionais a pensarem aplicações mais complexas. O mesmo ocorreu com o design assistido porcomputador na engenharia e na arquitetura. Agora, é a vez da programação vivera sua revolução copilotada.

Atrajetória de brasileiros como Henrique Dubugras e Pedro Franceschiajuda a entender a potência dessa virada. Ainda adolescentes, criaram sistemasfinanceiros sofisticados que desafiavam bancos tradicionais. Poucos anos depois,fundaram a Brex, fintech que em tempo recorde se tornou um unicórnio doVale do Silício. Eles não desenvolveram ferramentas de IA generativa, massimbolizam uma geração de empreendedores que unem profundidade técnica eousadia global para transformar mercados inteiros. A lição que oferecem éclara: a combinação entre código, visão estratégica e capacidade de escala é amoeda mais valiosa da era digital.

Ainteligência artificial aplicada à programação seguirá o mesmo caminho. Não éapenas uma promessa distante ou um hype passageiro. É a base de uma nova lógicade competitividade. Empresas que dominarem essas ferramentas terão maisvelocidade, custos menores e maior capacidade de inovação. As que resistiremficarão presas a um modelo já ultrapassado, com entregas lentas e equipessobrecarregadas.

No fundo,a questão que se coloca não é se a IA vai mudar a forma como escrevemos código,mas como vamos nos adaptar a essa mudança. O futuro da programação não serámedido pela quantidade de linhas digitadas, mas pela relevância dos problemasresolvidos. E essa talvez seja a transformação mais radical que a inteligênciaartificial trouxe até agora.



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