Dunga se rendeu ao time que lhe deu o título da Copa América em 2007. Depois de algumas tentativas com Anderson no meio-de-campo, o treinador escalou nesta sexta- feira a seleção brasileira com Gilberto Silva aumentando a sua coleção de volantes.
Agora, o Brasil terá três jogadores dessa posição - os outros são Mineiro e Josué -, com o meia Diego solitário na missão de articular o ataque no jogo contra o Paraguai, domingo, em Assunção, pelas Eliminatórias da Copa.
Mas não será surpresa se Julio Baptista ganhar a posição de Diego ainda nos vestiários do Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção.
Com a entrada dele, Dunga repetiria o meio-de-campo titular da Copa América e daria maior estatura ao setor - os paraguaios são muito fortes nas jogadas aéreas.
Na Copa América, ano passado, na Venezuela, a história se repetiu. A seleção estava capenga, vulnerável, sofrendo para vencer. Dunga deu, então, um estalo e resolveu fechar o time. Recorreu a Mineiro e Josué, volantes de sucesso na campanha do São Paulo em 2005, e Gilberto Silva, escalado como se fosse um terceiro zagueiro. E trocou Diego por Julio Baptista.
Com esse quatro no meio-de-campo, o Brasil derrotou a Argentina na final da Copa América com uma vitória contundente por 3 a 0. Título de campeão para a seleção brasileira e a salvação de Dunga, que corria risco de perder o cargo naquela oportunidade.
Agora a situação não é muito diferente. Em terceiro lugar nas Eliminatórias (atrás de Argentina e Paraguai) e novamente sem Kaká e Ronaldinho Gaúcho - ambos contundidos -, Dunga se mira na Copa América para melhorar a posição do Brasil na tabela de classificação e salvar a sua pele.