O Brasil se tornou o país mais atraente do mundo para quem quer investir no setor de biocombustíveis, deixando os Estados Unidos para trás. A afirmação é da Ernst & Young e foi publicada em relatório trimestral da consultoria. “Concentrada principalmente na produção de etanol de cana-de-açúcar, a indústria brasileira foi impulsionada pela introdução de uma mistura obrigatória de biodiesel no combustível tradicional e pelo aumento da demanda da Índia”, justificou a Ernst & Young.
O relatório afirma que a indústria americana, por sua vez, foi prejudicada pelo aperto na oferta de crédito. O Reino Unido ocupa apenas a nona colocação no ranking já que a confiança do investidor foi abalada pelas crescentes críticas à sustentabilidade dos biocombustíveis tradicionais.
A Ernst & Young conclui que é preciso acelerar o uso de matérias-primas não usadas na alimentação para a produção de biocombustíveis.
“Cientistas e produtores concordam que a segunda geração de biocombustíveis, que envolve, entre outras soluções, o uso de safras não comestíveis e dejetos, terá menor emissão de carbono e será mais sustentável do que as tecnologias atuais”, afirmou Contudo, nenhuma tecnologia da chamada segunda geração se mostrou comercialmente viável até o momento.