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Exército prende sargento por relação homoafetiva

O sargento Fernando Alcântara, que recentemente assumiu ter um relacionamento homoafetivo com o também sargento Laci Araújo, foi preso ontem em Brasília.

A prisão disciplinar de oito dias foi dada porque Alcântara teria se apresentado imprensa vestido de forma inadequada, se ausentou para ir a São Paulo com o parceiro sem avisar os superiores e omitiu o paradeiro de Laci Araújo quando ele foi considerado desertor.

De acordo com o advogado do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) de São Paulo, Francisco França, apesar de a punição disciplinar ser comum, a prisão de Alcântara foi arbitrária porque o Exército não aceitou a defesa dele.

Quando o sargento foi apresentar sua defesa, recebeu ordem de prisão. A arbitrariedade está no fato de quem nem leram, nem analisaram a defesa dele, comenta França.

Alcântara alega, segundo o advogado, que a sua ida a São Paulo era pública e foi amplamente divulgada, logo, não havia necessidade de comunicar o seu superior no Exército. Quanto localização de Araújo, o sargento diz que, por ser parceiro dele também não era obrigado a informar. Ele também não considera a roupa com que apareceu na imprensa inadequada.

O Exército diz que não ter informado a localização de Laci Araújo não motivou a prisão do sargento. De acordo com a assessoria de comunicação do 1º Comando do Planalto, responsável pelo caso, Alcântara foi preso por aparecer na imprensa desuniformizado e por se ausentar do trabalho sem avisar. A assessoria nega que a defesa do sargento não tenha sido analisada e que a prisão seja motivada por homofobia.

Laci Araújo, companheiro de Alcântara, está preso desde o dia 4 acusado de deserção.

Fonte da notícia - 14/06/2008
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