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Carlinhos Bala é coroado ‘rei do Recife’

  • Carlinhos Bala é coroado ‘rei do Recife’
Herói da conquista do Sport na Copa do Brasil, o franzino atacante Carlinhos Bala decidiu passar o dia seguinte ao título com a família, algo costumeiro em sua vida avessa às badalações.

Só que no pouco tempo em que se aventurou pelas ruas, no percurso casa - Ilha do Retiro (onde foi fazer um tratamento no tornozelo) - e casa, a idolatria do jogador de 28 anos ficou evidente na cidade em que nasceu e na qual escolheu para viver, abrindo mão de ofertas salariais melhores, como feita pelo Palmeiras em 2006.

“Quero estar perto das pessoas que gosto, de meu pai, minha mãe. Mas a decisão mesmo de ficar em Recife e não ir jogar em São Paulo foi de minha mulher.

Ela manda”, conta Bala.

Monalisa, a esposa, está há dez anos com ele. E claramente orienta toda a vida do marido. Nem mesmo o endereço de sua casa Carlinhos sabe de cabeça. Precisa perguntar a mulher. Sabe aquela fama que ele tem de falastrão? Na vida real o algoz corintiano é tranqüilo e obediente.

O casal se conheceu quando ela tinha somente 12 anos e ele 18. E ironicamente o romance começou dentro do maior rival do Sport, o Santa Cruz. “Eu nadava no clube e o Carlinhos jogava na base. Quando o conheci nem sabia que ele era jogador. Namoramos, no começo foi difícil pela minha idade, minha família não aceitava. Mas não precisa me olhar assim, eu não aparentava 12 anos”, conta Monalisa.

A conversa com Deus no semáforo, por exemplo, tem o dedo de Monalisa.

Depois de cravar que o gol de Enílton no Morumbi, que diminuiu a diferença do primeiro duelo para 3 a 1, era o do título, Bala contou que Deus o avisou que seria campeão. “Foi a prova de que Deus realmente conversa com as pessoas”, diz a esposa.

Ela é evangélica, como Bala. Eles freqüentam a Assembléia de Deus. Domingo que vem Carlinhos já prometeu que vai à missa agradecer às conquistas. Com Monalisa e a pequena Micaela, de quatro anos, filha do casal.

Teatro atrapalha a decisão - Monalisa não esteve na Ilha do Retiro na decisão.

“Culpa” de Micaela, que justamente no dia da finalíssima tinha um evento da escolinha.

Monalisa teve que correr para a casa dos sogros, mas teve tempo para ver o gol do marido. “Eu liguei para ela antes do jogo e ela me disse que eu faria um gol. A Mona é pé-quente demais. Se ela estivesse no estádio talvez eu fizesse dois”.

Bala iniciou a carreira no final dos anos 90, no Santa Cruz. Em 2001 ganhou o apelido, de um cronista pernambucano.

Por causa de velocidade do pequeno atacante (ele tem 1,65m), sugeriu a ele dois apelidos que virariam manchete de um jornal: Bala ou Furacão. Ganhou o primeiro.

“Mas já deu confusão quando eu joguei no Cruzeiro.

No Sul, bala também é doce. E alguns perguntavam se era docinho, bombom.

Brincadeira”, conta o atacante.

Antes de jogar em Minas Gerais, ele atuou no Náutico e passou pelo Beira- Mar, de Portugal. Monalisa não se adaptou ao local, mas Micaela nasceu em Portugal


PERFIL
JOSÉ CARLOS DA SILVA
28 anos (17 de setembro de 1979)
CLUBES: Santa Cruz, Náutico, Beira Mar (Portugal),
Cruzeiro e Sport
TÍTULOS: Pernambucano 2006, 2007 e 2008; Copa
do Brasil 2008

Fonte da notícia - 14/06/2008
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